Itabaiana/SE

Pai denuncia negligência após morte da filha durante parto na maternidade de Itabaiana. Boletim de Ocorrência foi registrado por ele

Um morador de Ribeirópolis denunciou que houve negligência no atendimento à sua esposa, na Maternidade São José, em Itabaiana, que é uma instituição filantrópica, no último sábado, 25.

A filhinha do casal faleceu, durante o parto e segundo ele, houve uma grande demora do médico anestesista. O caso veio à tona após ele, Messias Alves, relatar o ocorrido ao portal Fan F1; um boletim de ocorrência foi registrado por ele.

ENTENDA:

Conforme relato de Messias, a esposa dele, Vanessa de Jesus, deu entrada na maternidade de Itabaiana, com 41 semanas de gestação, após a bolsa romper, por volta do meio dia. O indicado era a cesárea, visto que, o primeiro filho do casal nasceu justamente desta forma; Vanessa também faria a laqueadura.

O atendimento inicial foi realizado e Vanessa estava pronta para entrar no centro cirúrgico, mas segundo Messias, a espera foi grande.

“Ela passou pelo obstetra, enfermeira, fez a ficha tudo certinho (…). Aí deixaram ela lá, ela pediu à enfermeira pra ficar mais ela, que ela estava com muita dor. Aí eu achei estranho, custando demais, e perguntei a outra enfermeira: ‘por que eu não entrei ainda?’. Ela disse: ‘Porque o anestesista foi almoçar’… Aí se passa a hora, se passa a hora… O anestesista não pode sair da maternidade, e eu tive a informação que ele saiu da maternidade. Assim que o anestesista entrasse na sala, eu seria chamado. Eu vi ali que o tempo estava passando. (…) Mas se os médicos viam que a bolsa estava estourada, por que não ligou para ele, para o anestesista?”, questionou Messias.

A entrada no centro cirúrgico aconteceu quase três horas após o casal chegar na unidade e tempo depois, veio a notícia de que a bebê tinha falecido. Messias acompanhou o parto e achou estranha a grande movimentação dos profissionais na sala, mas quando perguntou, afirmaram que estava tudo bem; ele e a esposa ficaram desolados quando souberam do falecimento da bebê.

“Do médico, não [vejo culpa direta], acho que foi do anestesista. Mas do médico, ele poderia ser experiente e dizer: ‘liga pro anestesista, olha, a bolsa tá estourada, já tem algum tempo’. Acho que ela morreu ali dentro da barriga sofrendo, entendeu? Que a mulher estava com muita dor ali, naquele momento. Acho que ela morreu do jeito mais difícil que tem de morrer”, disse ele.

A família agora cobra justiça e apuração sobre a responsabilidade do profissional e da maternidade.

Emilly Manuelle era a segunda filha do casal, que agora lida com a perda e com o sentimento de que o desfecho poderia ter sido outro.

Com informações do Fan F1

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